As condições fundamentais para o desenvolvimento interior desenvolvido por Rudolf Steiner.

Todos os exercícios de meditação e concentração serão ineficazes se não seguir exatamente as indicações.

Primeiramente, não se podem doar habilidades ao ser humano: só se podem desenvolver aquelas que já estão dentro dele e que não se desenvolvem naturalmente nele por causa de obstáculos exteriores e interiores que se encontram. Os obstáculos exteriores se superam seguindo essas regras de vida que apresentamos abaixo, os obstáculos interiores se superam através das indicações particulares sobre meditação e concentração.

Exercício 1

A primeira condição consiste em conquistar um pensamento perfeitamente claro. Para isso, é necessário se libertar pelo menos por um breve momento do dia dos pensamentos que se movem sem rumo em nossas mentes.

Temos que ser donos dos nossos pensamentos.

Não conseguimos ser donos até quando uma condição exterior (a profissão, um costume qualquer ou condição social) impor um determinado pensamento e ou jeito de desenvolve-lo.

Durante aquele momento livre de pensamentos sem sentido, temos que esvaziar nossa alma do curso habitual e cotidiano dos nossos pensamentos e da nossa própria iniciativa e colocar um único pensamento ao centro da nossa alma. Não e necessário que seja um pensamento único, incrível ou particularmente interessante.

O resultado interior que proporemos alcançar se concretiza melhor se no começo, nos esforçamos a escolher um pensamento mais insignificante possível. A força da atividade de “pensar” é o que importa, o melhor é realizar esse exercício, de controle dos pensamentos, nos concentrando sobre um algo do tamanho de uma agulha.

Pense em algo e diga: “Começo agora com esse pensamento que é de minha pessoal iniciativa e vou associar a ele tudo que posso conectar objetivamente em minha mente”.

Ao final do exercício aquele pensamento tem que permanecer na alma ,vivo e colorido, como no começo. Tem que se realizar esse exercício todos os dias por pelo menos um mês.  A cada dia você tem a opção de escolher um novo pensamento ou se manter no mesmo pensamento do dia anterior.

Ao finalizar esse exercício é preciso ter plena consciência do sentimento interior de segurança e de firmeza que a sutil atenção a nossa alma nos fará revelar.

Acabamos o exercício imaginando nossa cabeça e a linha no meio das costas, como se quiséssemos deixar fluir esse sentimento nessas partes do corpo.

Exercício 2

Depois de ter feito o exercício 1 por um mês, vamos adicionar um novo desafio.

Tentamos agora imaginar uma ação qualquer, que, segundo o curso habitual das próprias ocupações nunca temos a oportunidade de fazer. Vamos fazer dessa ação um dever cotidiano.

Como “ação de rotina” será bom escolher algo que podemos fazer todos os dias. Aqui também è melhor começar com uma ação insignificante e de pouco esforço, por exemplo: regar as plantas de casa ou escovar os dentes depois de almoçar. Depois desse tempo com a primeira ação temos que adicionar uma outra, depois uma terceira, e assim por diante.

O exercício 2 deve ser realizado também pelo período de um mês. Durante o segundo mês, tentamos sempre preservar a prática do primeiro exercício, não podemos perde-lo de vista ou deixar que os frutos do mês anterior se percam e que recomece a vagar com pensamentos sem rumo.

Uma vez alcançado um objetivo é preciso se manter atento em não perde-los.

Depois de ter feito experiência da ação que foi escolhida de nossa própria iniciativa e treinada com o segundo exercício, tentamos ter consciência através de uma ação sutil do sentimento de impulso interior criado na alma e canalizado na ação.

Exercício 3

Temos que coloca-lo no meio da vida durante o terceiro mês e se trata da educação de uma certa equanimidade na frente das flutuações entre prazeres e dores, joia e sofrimento; a contraposição “extremamente felizes e tristes até a morte” deve deixar o lugar. com um esforço consciente, a uma equanimidade da alma. Temos que tomar cuidado para que nenhuma jóia nos deixe perder a cabeça e que nenhum sofrimento nos derrube, que nenhuma experiência de vida nos arraste a excitação ou raiva sem medida e que nenhuma espera nos sufoque de medo ou angústia, que nada nos deixa perder o nosso real equilíbrio.

Não tenha medo de deixar secar a alma; você vai notar, pelo contrário, que graças a esse exercício, vão nascer algumas habilidades, em particular uma atenção sutil de percepção de si mesmo, do próprio corpo, da condição de calma interior.

Vamos deixar fluir essa calma no organismo, deixando a espalhar do coração ate as mãos, aos pés e em fim até a cabeça, é claro que sobre esse último caso não se pode conseguir depois de cada exercício, porque não estamos falando de um exercício isolado, mas de uma atenção constante direta na vida interior.

É preciso evocar ao menos uma vez por dia essa calma interior e exercita-la. Lembre-se de continuar a fazer o primeiro e o segundo exercício durante todo o terceiro mês como continuamos a fazer o primeiro exercício durante o segundo mês.

Exercício 4

No quarto mês temos que executar o exercício que se chama “positividade”. Esse consiste em pesquisar continuamente, em todos os serem viventes , em todas as coisas, em todas as experiências, o que de bom, de lindo e de excelente esta dentro de cada um. Existe uma lenda dos pérsios sobre Jesus que bem explica isso: 

Andava na rua com os discípulos quando encontraram na beira da estrada o corpo de um cachorro morto em estado avançado de decomposição. Na frente daquela cena forte, os discípulos olharam pra outro lugar, apenas Jesus Cristo parou, olhou para o cachorro com ar de quem está refletindo e falou:” Que dentes bonitos tinha esse cachorro!”

Onde os outros só tinham enxergado uma realidade repugnante e desagradável, ele enxergou algo de bonito.

Assim, voltando ao exercício, temos que nos esforçar em procurar em cada fenômeno e em cada ser vivente algo de positivo. Logo se notará que em baixo da montanha de coisas ruins se esconde algo de bom, atrás de um louco se esconde uma alma divina.

Esse exercício vai junto com o que se chama “evitar as criticas”. Não precisa interpretar isso como se nós devêssemos nomear preto o banco e branco o preto. Mas existe uma diferença entre o juízo que nasce da reação pessoal ou da impressão pessoal, e o juízo que nasce somente da reação pessoal ou da impressão pessoal de simpatia ou antipatia. É uma outra atitude completamente diferente segundo a qual nos mergulhamos com amor no fenômeno ou no ser que está na nossa frente perguntando a cada vez:” Como chegou a ser o que é, a fazer o que fez?” Essa atitude empurra, naturalmente, a se esforçar em ajudar o que é imperfeito, ao em vez de culpa-lo ou critica-lo. Não existe valor nenhum a objeção que em muitas circunstancias da vida humana,  faz necessário culpar ou criticar, porque em cada caso essas condições de vida impedem de seguir uma verdadeira disciplina.

Quem conseguiu fazer por um mês esse exercício da positividade vai perceber devagar que no seu interior vai surgir um sentimento que dará a impressão como se a pele se tornasse permeável e que a sua alma se abra para todos aqueles fatos secretos e sutis que acontecem ao redor e que antes passavam despercebidos. É um exercício para lutar contra a falta de atenção que existe em todos quando lidamos com esses fatos sutis.

Uma vez observado que esse sentimento se manifesta na alma na forma de felicidade, tentamos conduzir esse sentimento, como fosse  um pensamento no sentido do coração, deixa-lo fluir através dos olhos, até o externo, no espaço na frente e ao redor dele. Vai sentir aos poucos uma intima relação com o espaço.

Exercício 5

No quinto mês você deve cultivar o sentimento de “abertura despreocupada” em enfrentar novas experiências.

Normalmente a reação é a seguinte:” Aqui esta algo que eu não entendi ainda, que nunca vi: eu não acredito, é uma ilusão”. É preciso desistir desse tipo de atitude. Deve se estar pronto a cada momento a aceitar de fazer uma nova experiência. O que se apresenta como possível não pode ser um obstáculo que não deixa acolher uma nova verdade. Se alguém vem falar:”Olha desde ontem a torre de sino da Catedral se entortou”, é preciso deixar a mente aberta a possibilidade de acreditar que a sabedoria das leis naturais aquietas até aquele momento podem se enriquecer de um acontecimento novo e aparentemente improvável.

Nesse quinto mês, você vai notar o surgimento de uma sensação delicada e sutil que algo se torna vivente dentro da sua alma. É precisa tentar colher cuidadosamente essa sutil vibração no espaço ao redor e fazer entrar o fluxo dos cinco sentidos, em particular  através dos olhos, orelhas e pele, na medida em que essa tem a sensação apurada do calor. Nessa parte de estudo aplicamos menor atenção as impressões que nascem por causa dos fenômenos e se bloqueiam nos sentidos menores,o gosto, o odor e o tato. Não é ainda possível separar as influencias positivas que nós encontramos nesse momento daquelas negativas que se misturam. Melhor esperar estar em uma condição mais avançada de consciência.

Exercício 6

O sexto mês é apenas um momento de solidificar e enraizar no comportamento tudo aquilo que adquiriu durante os meses anteriores. É preciso fazer e refazer sempre os 5 exercícios de maneira sistemática, seguindo uma frequência com regular alternância.

Pouco a pouco o resultado obtido será um lindo equilíbrio de corpo e alma. Vai perceber que a insatisfação que sentia na frente de determinados fatos ou com determinadas pessoas, desaparecerá totalmente. Na alma se cria um caminho de calma compreensão verso as coisas que antes eram completamente impenetráveis. Também a andadura e os gestos dos homens vão mudar sob a influência desses exercícios e vais notar que começa a subir os degraus do seu verdadeiro conhecimento interior.

IMPORTANTE LEMBRAR:

Os 6 exercícios descritos tem poder de paralisar as influências nocivas que realizam influências negativas sobre sua evolução pessoal. Os exercícios feitos com regularidade podem garantir resultados positivos ao trabalho de meditação e concentração.

COMPARTILHE SUAS EXPERIÊNCIAS!

Share This